Há futuro para pequenos escritórios jurídicos? Leia deixe sua opinião!

"Eu não vejo muito futuro (depois de 2020) para a maioria das pequenas empresas …."

Por | Gustavo Rocha - Terça Feira, 01 de Abril de 2014

"Eu não vejo muito futuro (depois de 2020) para a maioria das pequenas empresas …."

- Richard Susskind

O autor do bestseller Advogados de amanhã afirma que teremos muito poucos escritórios jurídicos em 2020 de pequeno porte, devido a três principais fatores:

1. Clientes que exigem mais trabalho por menos dinheiro;

2. Liberalização da profissão ou trabalhos feitos por não advogados;

3. Tecnologia;

Em relação a clientes, a realidade afirmada por Susskind é verdadeira inclusive no Brasil: Temos visto cada vez mais clientes exigindo dos advogados mais trabalho por menos dinheiro.

Em razão de diversos fatores, inclusive por ser uma classe desunida, profissionais - em sua maioria mais jovens na carreira - aceitam trabalhos por valores menores, muitas vezes que não cobrem nem mesmo seus custos, e acabam transformando todo mercado numa vala comum.

Todos reclamam que querem ganhar mais, serem valorizados, etc, contudo, não se valorizam. Um erro elementar, mas real.

Apesar de no Brasil termos esculpidos na Constituição Federal no seu artigo 133 que a advocacia é imprescindível para a administração da justiça, temos cada vez mais trabalhos feitos por não advogados que resolvem os problemas dos clientes. Vejamos os contadores, que muitas vezes orientam sobre impostos, até mesmo sobre demandas judiciais, sem terem o conhecimento jurídico específico, mas para clientes ávidos em preços e apenas preços, uma resposta de alguém de confiança é mais do que suficiente.

A advocacia deve estar cada vez mais moldada em três pilares: estratégia, negociação e conhecimento.

Ser estratégico é obter o melhor para o cliente, independente de processo judicial. Ter um bom campo de negociação é basilar para que o advogado possa sobreviver no mercado. O conhecimento cada vez deve ser mais multidisciplinar e não apenas voltado ao conhecimento jurídico.

E a tecnologia, mais do que nunca, está presente na vida do advogado, seja através do processo eletrônico, seja através da gestão, que demonstra com clareza a necessidade de usar ferramentas eletrônicas para controle, gerenciamento e total eficácia dos processos internos desenhados.

A advocacia vive uma revolução, sem sombra de dúvidas.

Se Susskind está certo sobre escritórios pequenos, ainda veremos, contudo, a visão dele tem muita coerência com o que estamos vendo hoje.

Para se firmarem, os pequenos devem seguir três regras basilares:

1. Especialização;

2. Diferenciação;

3. Tornar-se competitivo;

Afirmo que ao estabelecer áreas de atuação mais específicas, ou como diferenciação transformar as áreas ditas como comuns, com foco em resolver problemas e não apenas distribuir processos; Isto, aliado a processos internos inteligentes e com uso de tecnologia naquilo que for viável, para que o trabalho humano seja cada vez mais pensante e menos burocrático, irá fazer com que o mercado continue sendo viável a escritórios pequenos ou grandes.

Estas minhas regras valem para hoje, já quanto a prever o amanhã, quem sabe? Ao invés de prever u futuro daqui a cinco anos, prefiro fazer um futuro de um ano ou dois pra frente mais viável a escritórios de qualquer porte.

Sou mais Peter Drucker em relação ao futuro: A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.

E você, o que pensa a respeito?

Autor: Gustavo Rocha é consultor nas áreas de gestão e tecnologia estratégicas

Palavras-chave | direito geral, futuro jurídico

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Camilo Barbosa

Professor universitário: Formação e carreira na docência
  • 1. Formação

    Graduado em Direito pela pela Universidade de Rio Verde (UniRV)

  • 2. Especialização

    Especialista em Direito Processual: Civil, Penal e do Trabalho pela Universidade de Rio Verde (UniRV)

  • 3. Coordenação

    Foi Coordenador do Curso de Direito do Instituto de Ensino Superior de Rio Verde - IESRIVER (Faculdade Objetivo)

  • 4. Docência

    Atualmente é Professor no Curso de Direito da Faculdade Almeida Rodrigues (FAR) e responsável pela divulgação dos cursos da Instituição de Ensino. Foi professor no curso de Direito da IESRIVER (Faculdade Objetivo) durante 15 (quinze) anos (2002/2017) e também professor na Faculdade Quirinópolis (FAQUI).

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